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Festa: Avaí é Série A, Figueirense é Série B

Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
Desde 2008 tive a oportunidade de presenciar três acessos do Avaí à Série A do Campeonato Brasileiro. À exemplo de 2008, neste ano o torcedor avaiano pôde desfrutar de um acontecimento especial: o nosso rival caiu para a Série B no mesmo ano.

A festa que havia tomado conta das ruas da capital de Santa Catarina no sábado logo após a confirmação da vitória na raça por 1x0 fora de casa contra o Londrina, ficou ainda maior no domingo, quando a delegação azurra foi recebida pela maior torcida de Santa Catarina no Estádio da Ressacada, com cinco trios elétricos, que formaram uma carreata novamente pelas ruas de Florianópolis.
Foto: Twitter Oficial / Avaí FC
Os responsáveis pelo acesso

Principalmente no segundo turno, o time avaiano foi pura raça e superação. Lutou como nunca, especialmente após a saída de Silas e chegada de Claudinei Oliveira no comando técnico azurra, a volta do ídolo e maestro Marquinhos, a chegada de Betão para comandar a zaga e principalmente dois teimosos à quem devo desculpas (sim, os critiquei muito aqui na ESPN) que bateram no peito e acreditaram no time quando ninguém acreditava: o diretor de esportes Joceli dos Santos e o presidente Francisco José Battistotti. À vocês, o meu muito obrigado!

Mas poderia ficar ainda melhor

Durante a festa da maior torcida de Santa Catarina, o Figueirense jogava contra o Vitória. Apenas um resultado positivo manteria as esperanças do tricolor do Estreito, mas a esperança não durou muito: cada um dos quatro gols da goleada sofrida pelo co-irmão foi comemorado por toda a nação azurra. E no apito final, mais uma explosão azul e branca. Final de semana perfeito para a nação azurra.

No próximo sábado, é dia de festa e solidariedade na Ressacada

Encerraremos nossa brilhante participação na Série B de 2016 contra o Brasil de Pelotas. Será aquele jogo para o torcedor chegar cedo, beber aquela cerveja com os amigos e cantar do início ao fim nas arquibancadas. Não bastasse isso, a diretoria deu mais uma bola dentro e anunciou que a renda desta jogo será destinado à família do jogador da base Renanzinho, que perdeu sua casa recentemente.

Não faltam motivos para lotar a Ressacada e encerrar este ano com chave de ouro!

Via ESPNFC

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O Avaí está à dois pontos de R$30 milhões

Foto: Jamira Furlani
Depois do Avaí atropelar o Náutico na Ressacada no último final de semana, estamos com um pé na Série A 2016. A arbitragem foi fraca é verdade, mas seguia o mesmo critério: estava marcando faltas inexistentes para ambos os times. E na primeira, Marquinhos não perdoou e abriu o placar em um chute com precisão cirúrgica. Em seguida, em um pênalti existente, o galego ampliou e por fim, Rômulo colocou números finais à goleada.

Eu havia escrito no post anterior que quem vencesse o jogo da Ressacada, fatalmente estaria na elite no ano que vem. Segundo o site de estatísticas da Universidade Federal de Minas Gerais, o Avaí tem 97,6% de chance de acesso à Série A. Colocando de lado a paixão, só um fato muito atípico para tirar a vaga de Avaí e Vasco. Já o último ingresso para o acesso ficará entre Bahia (que é o favorito), Náutico e Londrina.

Na próxima rodada, se o Avaí vencer fora de casa o bom time do Londrina, garante seu acesso. Se empatarmos, o Náutico não pode vencer, caso contrário, o acesso será definido em uma Ressacada super lotada contra o "já de férias", Brasil de Pelotas.

Palpite? Avaí empata contra o Londrina e Náutico perde para o rebaixado Tupi. Desta forma, o maior de Santa Catarina retorna à elite já na próxima rodada, o que garantirá um salto de pelo menos R$30 milhões no orçamento do ano que vem.

Vamo vamo Avaê!

Via ESPNFC

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Avaí: resultado é mais importante que espetáculo

Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
Costumo ouvir que não se deve analisar resultado, e sim o contexto do jogo. Que mesmo perdendo e mostrando qualidades, devemos ter calma nas críticas. Aí vai o Avaí, jogando feio, fechado, no contra-ataque e vence por 2 a 0 o bom time do Goiás. "Ah, foi uma fatalidade", alguns podem dizer. Mas aí você olha na tabela e vê que das últimas 9 partidas, o Avaí venceu 8 e empatou uma. Sim, isso mesmo! Avaí tem incríveis e inquestionáveis 92,6% de aproveitamento se considerarmos esses últimos confrontos.

O nosso time não lembra em quase nada aquele de 2008 e 2009, com toques rápidos e chegadas velozes na cara do gol. Hoje nós jogamos um futebol feio, mas eficiente.

"Ah Fábio, mas até hoje o futebol arte da seleção de 82 é lembrado!" Amigo, quer ver malabarismo, vai no circo. Prefiro o futebol feio da seleção de 94 - que entrou pra história levantando a taça mais importante do futebol mundial - do que a de 82, que nada conquistou.

O Avaí surpreende até o torcedor mais fanático: impressiona a aplicação tática e a disposição física dos jogadores. E ver o banco de reservas inteiro correndo para comemorar o gol, demonstra que não há rachas no elenco, que o clima é de união.

E não bastasse os bons ventos, afirmo que esta é a Série B mais fácil que já presenciei. Até mais fácil do que aquela que o Joinville foi campeão. Se queremos uma segunda estrela no peito, a oportunidade é essa. Não sabemos mais quando teremos uma chance tão clara como a atual.

Vai lá Avaí! Continua me enganando, que eu vou continuar gostando!

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E agora, Avaí? Como não pensar na Série A?

Os números não mentem: o Avaí é o líder do returno, na frente até do favorito ao título, e nosso freguês, Vasco da Gama. Nesta fase da competição, chegamos à incríveis 79,6% de aproveitamento. Se compararmos com o primeiro turno, foram somados 23 pontos em 19 partidas. Já no returno, o Avaí possui 19 pontos em apenas oito jogos! Desde que o técnico Claudinei Oliveira assumiu o comando azurra, não sabe o que é derrota.

E somado à tudo isso, a minha descrença no time e na diretoria, fruto de anos de má gestão e de decepções à maior torcida de Santa Catarina, só poderia começar a dar uma guinada após uma eventual vitória contra o Joinville em plena arena da prefeitura, lembra? E sim, a vitória veio e com ela, os dois pés no G4.

Agora, nos próximos 4 jogos que temos pela frente, 3 são em casa. A empolgação, ainda contida há alguma rodadas, toma conta da nação avaiana. Mais do que nunca, é a hora da verdade: um resultado diferente de vitória contra o Paysandu, vai frustrar principalmente aquele torcedor que estava há meses afastado da Ressacada e que iria prestigiar o seu time em boa fase - fato raro nos últimos anos. O fantasma de 2013 não pode se repetir!

As perspectivas são as melhores possíveis - fato inimaginável se olharmos para a turno. E se continuarmos nessa mesma pegada, o sonho do torcedor avaiano vai ser tão grande quanto uma segunda estrela no peito. É cedo demais para pensar no impossível? Depende apenas daqueles 11 em campo...

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Vozão cai de quatro e Batoré entra pra história do Avaí

William marca três e vira um dos maiores artilheiros da história do Avaí.
Foto: Jamira Furlani / Avai FC
Era a quarta rodada da Série B 2016. Na Ressacada, o Avaí enfrentava o Ceará que tinha os mesmos 4 pontos do time da casa. O resultado final? Nem o torcedor avaiano mais otimista (raridade nos últimos anos) poderia imaginar uma goleada: 4x2 para o Leão da Ilha e a terceira posição na tabela de classificação.
Mas se engana quem pensa que o Avaí deu show: jogamos apenas os minutos finais do primeiro tempo (onde o Avaí fez 3 gols) e os minutos iniciais do segundo tempo (onde o Avaí fez seu quarto gol). Fora isso, fomos o mesmo time limitado e com futebol suficiente apenas para se manter na Série B, como já visto nas rodadas anteriores. A goleada não pode mascarar as limitações do Avaí. É preciso reforçar o elenco.
De positivo? O Avaí mantém o importante 100% de aproveitamento nos jogos em seus domínios, marca esta que foi um dos principais cartões de visita do técnico Silas em sua primeira passagem na Ressacada, quando na Série B de 2008, ano do nosso primeiro acesso, não perdemos um jogo sequer na nossa casa.
Além disso, com os três gols marcados pelo atacante William, ele atinge a importante marca de 61 gols com a camisa do leão e torna-se o décimo maior artilheiro ao longo dos quase 93 anos de história do maior de Santa Catarina. Já dentro da Ressacada, William alcança a marca de 32 gols, sendo assim o sexto maior artilheiro em nossos domínios.
Mas nem dá tempo de comemorar: na terça-feira já temos um confronto regional (e não um clássico) fora de casa contra o Cricíma. Não preciso dizer que se buscarmos um empate, será um excelente resultado. Vai pra cima deles, Batoré!
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Gonçalves é capaz de tirar o Avaí da lama?

Foto: Alceu Atherino / Avaí FC
Na penúltima rodada da Série A 2015, chegamos a ficar 1 ponto fora da zona de rebaixamento, porém dependiámos de uma vitória contra o campeão Corinthians, em uma Arena lotada.
Marcamos nosso gol. Faltando 15 minutos para o campeonato terminar, o Avaí ainda estava na Série A. Mas veio Vagner Love, empatou a partida e a Série B caiu no nosso colo.
Mas não foi neste jogo que o Avaí caiu. Não vencemos os jogos que deveríamos ter vencido em casa, como Vasco e Coritiba, por exemplo. Isso tudo, aliado à uma sucessão de erros da diretoria foi crucial para a queda de rendimento do time: se repetiu o mesmo erro dos anos anteriores, culminando no atraso de salários aos jogadores.
O Avaí, historicamente vive o mal de todos os times médios, como os de Santa Catarina: com pouca verba se comparado aos grandes do Clube dos 13, permanecer na Série A é digno de se comemorar como um título e brigar para estar entre os quatro melhores na Série B é nossa Libertadores. É o eterno sobe e desce entre as divisões nacionais.
O rebaixamento do Avaí foi dolorido, mas foi extremamente merecido. Como ação imediata, a diretoria demitiu todo o departamento de futebol e pretende começar o trabalho do zero. Desde o começo de dezembro com dificuldades de um nome para  comandar o futebol azurra, eis que o Avaí anuncia a vinda do ex-jogador Golçalves. Desde 1999 quando pendurou as chuteiras, o ex-zagueiro da seleção brasileira e do Botafogo vem se aperfeiçoando: além de formado em educação física, chegou a fazer cursos na base do Barcelona.
É a solução para os problemas do Avaí em 2016? A resposta para essa pergunta, fica à cargo do principal culpado pelo rebaixamento: o presidente Nilton Macedo Machado.
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O sentimento não pode parar

O dia em que meu filho foi apresentado à Ressacada
No último final de semana, realizei um sonho. Antes mesmo do meu filho nascer, sempre imaginei quando e como seria a estreia dele na Ressacada. Afinal, levar o filho para conhecer o estádio e assistir à um jogo do time do coração, é um daqueles momentos que marcam a vida de um pai.
Eu tenho várias lembranças do meu pai me levando à inúmeros jogos do Avaí, tanto na Ressacada como em clássicos no Orlando Scarpelli. Mas como sempre fui desde muito pequeno, não lembro contra quem e em qual campeonato foi meu primeiro jogo. Só me lembro de brincar nas arquibancadas de cimento, ainda sem cadeiras e sem cobertura da Ressacada e de sentir a vibração daquela torcida azul e branca, com suas bandeiras, foguetes e papel picado.
E agora, dia 6 de setembro de 2015 em partida contra o Coritiba pelo Brasileirão, entrou para a história da minha vida: meu filho Gabriel, com seus 7 meses e 25 dias de vida, conheceu o seu time do coração. Meu pequeno foi vestido com o manto azurra, uma camisa do Avaí listrada, presente do meu amigo Anderson Climaco. O dia estava chuvoso e por isso, subimos cedo para o camarote das Tintas Killing. Levei ele no colo, ao lado de minha esposa Tatiane, em todos os aposentos possíveis do estádio da Ressacada. A torcida foi chegando, o clima do jogo foi ganhando vida. O Gabriel tirou uma soneca, sorriu para os outros torcedores, fez manha e chorou, bateu palmas para os gritos da torcida e dormiu mais um pouco. Provavelmente, ele não lembrará deste dia. Mas pra mim ficará marcado para sempre.
É verdade que perdemos por 2x0 em casa, nos afundamos cada vez mais na zona de rebaixamento e a crise só aumentou no lado azul e branco da capital. Mas nada disso me importa: eu levei meu filho pra Ressacada!
Via ESPNFC

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São Paulo e Avaí: de igual pra igual

André Lima comemora o gol do empate. Divulgação / Avaí FC
Antes do jogo, a derrota seria o resultado normal, afinal, estaríamos enfrentando o líder do campeonato, fora de casa. E como o nosso Avaí busca atingir logo os mágicos 45 pontos para fugir do rebaixamento, definitivamente o São Paulo não faz parte do "nosso campeonato".
Mas no finzinho do jogo, antes de André Lima aproveitar a oportunidade e estufar a rede do São Paulo, meu espírito de torcedor corneteiro falava mais alto e já preparava na minha cabeça o título deste post: "Pode colocar a derrota na conta do Emerson".
Nosso zagueirão, de qualidade técnica inquestionável e de muita história na Ressacada, havia sido responsável até então por dois dos principais lances da partida:
Primeiro uma oportunidade claríssima de gol perdida, quando na pequena área, somente ele e o goleiro, conseguiu chutar pra fora. Ah, mas ele é zagueiro, não tem obrigação. Tem sim senhor! O cara treina com bola o dia inteiro, todos os dias da semana. Era gol que até peladeiro faria.
Segundo, ele errou feio na marcação, quando deixou o jogador Souza do São Paulo sozinho para marcar o gol do time da casa.
Mas tirando esses lances, o jogo foi movimentado. No primeiro tempo, grande posse de bola do São Paulo, que teve ótimas chances de gol, mas sempre parado pela defesa do Avaí, formada por três zagueiros e bastante sólida durante a maior parte do jogo.
Já no segundo tempo, o equilíbrio foi maior, principalmente após a entrada de André Lima: Kleina mais uma vez foi ousado e manteve o time com três atacantes.
No fim, é chover no molhado dizer que o empate foi um excelente resultado, principalmente pela diferença das folhas de pagamento dos times, conforme tuíte meu publicado ontem durante o programa Linha de Passe na ESPN:

Reprodução ESPN Brasil
Via ESPNFC

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Clássico de SC teve 'sarrafo' e pênalti não marcado

Eis que o primeiro clássico de Santa Catarina neste Brasileirão 2015 termina empatado em 1x1.
Geralmente não culpo arbitragem por resultados, pois acredito que quando este está em uma noite ruim, costuma errar para os dois lados: cabe ao time mais competente aproveitar suas chances e vencer a partida.
Mas neste domingo na Ressacada, a superioridade do Avaí só não foi convertida em vitória devido aos erros cometidos pela arbitragem, com destaque para um pênalti claríssimo sofrido por Eduardo Costa já nos acréscimos da partida após ser claramento agarrado dentro da área. Creio que tal lance não seria considerado falta apenas se estivéssemos em um campeonato de Wrestling ou MMA.
Fora este lance capital, a impressão que tive foi que o árbitro quis provar que não era influenciado pela pressão da torcida avaiana nas arquibancadas, porém foi tão rígido com a sua premissa que por algumas vezes acabou por não marcar faltas quando estas existiram, como o lance em que André Lima foi punido duas vezes: levou um corte profundo no seu rosto após ser agredido e depois tomou um cartão amarelo por este mesmo lance. O próprio André demonstrou sua insatisfação através do seu Instagram:
André Lima mostra sua indignação no seu perfil do Instagram
Reprodução / Instagram
Mas de qualquer forma, enquanto a FIFA não oferecer alternativas para lances capitais serem revistos durante a partida, como já acontecem em outros esportes com o uso de replay por exemplo, árbitros em um "mau dia" continuarão prejudicando toda uma temporada de alguns times e beneficiando outros, à exemplo do que também aconteceu com o nosso Avaí contra o Flamengo, quando o segundo gol azurra, mesmo irregular, foi validado.
É vida que segue, um pontinho somado e rumo aos mágicos 45 pontos para fugir do rebaixamento. O que importa é que o Avaí manteve um futebol consistente que o credencia a permanecer na Série A para o ano que vem.
Agora é erguer a cabeça e seguir para o jogo contra o São Paulo no Morumbi!
Via ESPNFC

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'Surra programada' na Ressacada

Jamira Furlani / Avaí FC
Na noite desta quarta-feira, o Avaí entrou em campo para enfrentar o bom time do Atlético-MG. Antes da partida, comentava com meus amigos que um empate seria um excelente resultado para o Leão, já que pelo futebol que o time mineiro está apresentando neste começo de Série A, certamente brigará pelo título.
Do início ao fim do jogo, viu-se o domínio total do Atlético: marcavam sob pressão a saída de bola do Avaí e saíam em velocidade, sempre sobrando pelo menos um jogador pelas laterais. Perder por 4x1 ficou barato pela superioridade do galo. Foi um treino de luxo para os mineiros.
Mas embora o placar tenha sido elástico, o Avaí jogou o seu futebol "feijão com arroz" que o trouxe respeitáveis 7 pontos desde o começo da competição. E é com este futebol que escaparemos do rebaixamento para a Série B.
Mas embora esta derrota já estivesse prevista nos nossos planos, o Leão da Ilha precisa fazer pelo menos 4 pontos nas próximas duas partidas contra Goiás e Figueirense, adversários diretos no "campeonato do Avaí".
Se continuarmos a jogar o futebol que vem sendo apresentado até aqui, não tenho dúvidas que chegaremos à esta meta. A única coisa que não pode acontecer, é a goleada sofrida afetar o psicológico dos jogadores.
Não cairemos!
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Avaí vence o Coxa e larga bem na Série A

Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
A julgar pelos dois últimos resultados do Coritiba no Couto Pereira, o Avaí teria um jogo duríssimo pela frente. E teve.
Não foi por acaso que o Coxa venceu Grêmio (pelo Brasileirão) e a Ponte Preta (pela Copa do Brasil) em seus domínios: principalmente pelo futebol mostrado no segundo tempo, onde pressionou o Avaí, um resultado de empate seria considerado bom para o time de Florianópolis.
Mas a partida começou de forma atípica: antes do primeiro minuto, Anderson Lopes dividiu uma bola mal recuada com o goleiro e marcou o primeiro gol do jogo. O Coritiba parecia nervoso e o Avaí manteve todo o primeiro tempo equilibrado.
Mas no intervalo de jogo, Marquinhos Santos (o técnico deles, não o capitão nosso) mexeu na formação do time da casa, que dominou amplamente a etapa final da partida, tanto que logo antes dos 5 minutos já empatava o placar.
Mas do nosso lado, a entrada do veloz Roberto e do inspirado Rômulo trouxeram perigo aos contra-ataques azurras, até que em jogada de Eduardo Neto, Roberto colocou novamente o Avaí à frente do placar e deu números finais à partida, para delírio dos torcedores avaianos que compareceram em bom número ao Couto Pereira.
Time vai mostrando suas qualidades
Gostei da tranquilidade dos jogadores, principalmente após terem cedido o empate.
Também gostei da dupla de zaga formada por Emerson e Jeci, principamente no primeiro tempo. Devem ser titulares.
Vale o destaque para Nino Paraíba e Romário. Ambos deram mobilidade para nossas laterais e ajudaram o time avaiano à chegar ao ataque várias vezes.
E Vagner mais uma vez foi importantíssimo para garantir a vitória.
Mas muita calma nessa hora...
Embora o Avaí durma na confortável sexta posição da tabela, com excelentes 58,3% de aproveitamento e apenas dois pontos da liderança, o foco dos jogadores precisa estar voltado à meta de se manter na Série A para o ano que vem. E pra isso, ainda restam 38 pontos para serem conquistados!
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Flamengo: o freguês do Avaí na Ressacada

Vencemos mais uma vez o nosso freguês
Jamira Furlani / Avaí FC
Na história dos campeonatos brasileiros, Avaí e Flamengo se enfrentaram oito vezes. No total, foram duas vitórias do time carioca, três do time catarinense e três empates. Na Ressacada, nunca perdemos: foram três vitórias (com destaque para os 3x0 em 2009, ano em que o time rubro negro sagrou-se campeão brasileiro pela última vez) e um empate.
E na noite deste domingo, não poderia ser diferente. Avaí e Flamengo fizeram um jogo equilibrado, onde o maior volume de jogo foi sempre do leão da ilha. Final, vitória por 2x1 para o time da casa.
Os destaques ficaram por conta do bom atacante Hugo, que deixou dois gols e assim aumenta a responsabilidade de André Lima por um melhor futebol. Além dele, o goleiro Vagner fez milagres, com destaque para um lance de falta aos 48 minutos do segundo tempo, onde em um mesmo lance fez duas defesas dificílimas.
Outro ponto que merece elogios é a consistência do grupo avaiano sob o comando de Gilson Kleina: em três rodadas, empatamos contra o Santos, porém com chances claríssimas de vitória, perdemos por 1x0 fora de casa contra o Internacional, onde tivemos mais chances claras de gol que o time da casa e agora uma vitória contra o Flamengo em nossos domínios.
A arbitragem não foi bem. Errou no lance do segundo gol avaiano e também não mostrou critério para marcação de faltas, principalmente quando estas eram contra o time azurra.
O público também decepcionou: por se tratar de um jogo com grande quantidade de torcedores adversários, eu esperava mais que os 12 mil que compareceram à Ressacada.
No fim, tudo foi festa na Ressacada e a vitória nos colocou no meio da tabela, à 3 pontos da liderança e o mesmo da zona de rebaixamento.
Mas pés no chão: faltam ainda 41 pontos para fugirmos do rebaixamento.
Via ESPNFC

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Na Ressacada, Santos teve mais sorte que juízo

Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
Na estreia da Série A 2015, Avaí e Santos se enfrentaram na Ressacada. O time do litoral paulista vinha como franco favorito: além de ser o atual campeão paulista, veio com força máxima. Já o Avaí, embora venha de bons resultados, ainda é um time em formação.
A partida começou equilibrada, com chances claras de gol para ambos os times. Mas após o gol de Robinho aos 26 minutos do primeiro tempo, houve apagão geral no time avaiano: por muito pouco o Santos não aumentou o placar.
Porém, no segundo tempo o domínio avaiano foi gritante, principalmente após a entrada do veloz atacante Roberto: logo aos 16 minutos, em jogada de velocidade, ele recebeu falta na entrada área e Marquinhos, em cobrança perfeita no ângulo esquerdo do goleiro Vladmir, empatou a partida.
À partir daí a pressão azurra foi total: pelo menos três chances claríssimas de gol perdidas, uma por Anderson Lopes sozinho cara a cara com o goleiro, uma com Jeci na pequena área e outra de Roberto, de cabeça. Mas para o alívio do time santista, o apito final foi dado e o empate foi decretado na Ressacada.
A estreia avaiana foi muito acima do que eu esperava. Antes do início do jogo, eu considerava uma derrota como um resultado aceitável, à julgar pela qualidade do time Santista, porém, pelo futebol apresentado pelo time da casa, a vitória avaiana seria o resultado mais justo.
No fim das contas, o empate ainda ficou de bom tamanho. E o torcedor, ganhou nova esperança em relação ao futuro do leão da ilha no Brasileirão 2015.
Mas o próximo compromisso é pela Copa do Brasil, mais uma vez no único clássico de Santa Catarina. Se o Avaí fizer um gol, poderá até perder por um gol de diferença que se classificará para a próxima fase. Mas é preciso jogar de forma séria. Clássico é clássico!
Vai pra cima deles, leão!
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A meta é ter muitos associados?

Já que este espaço é democrático, incluo aqui a minha considerações sobre o novo superprograma de sócio:
Concordo que é necessária uma atualização de valores, entretanto poderiam ter dado um prazo maior para que os ditos "torcedores pijamas" pudessem se associar com o preço antigo, pois não vejo com bons olhos essa política de que o torcedor que não era associado até o momento deve ir correndo num prazo de 24H para não pagar mais do que o antigo associado como forma de "punição". Se a ordem é para aumentar o número de sócios e, consequentemente, a receita do clube, vamos fazer direito.
Como o amigo Taruga disse no post abaixo "...como o chamado "torcedor pijama" não se agiliza para ajudar o clube e só comparece na boa fase, que se cobre um valor alto. Pois este mesmo torcedor, numa sequência de 5 jogos sem vitória é o primeiro a abandonar o barco. Que se garanta, pelo menos por um tempo, uma boa receita.".
É sobre isso mesmo a que me refiro: torcedor que já não é dos mais assíduos e que sabe que paga mais que os outros sem ter tido muita oportunidade de se associar aproveitando o preço mais favorável - tanto na questão de informação, quanto de período -, certamente abandonará o barco após esses cinco jogos sem vitória mesmo. Onerar com este hiperpacote plus o avaiano que poderia "comprar uma bicicleta ou se associar" creio que só funcionará caso o Avaí faça uma grande campanha na série A.
Sem entrar no mérito dos motivos pelos quais muitos torcedores não são associados ao Avaí, a mentalidade da diretoria ao oferecer um curto prazo para obter a carteirinha azul é aplaudida por alguns dos antigos sócios, que se sentem presenteados com o simples fato de estarem pagando menos que os novos. Estranha, porém muito brasileira, lei do egocentrismo que nada traz de bom para o nosso Avaí.

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Avaí se prepara para a Série A dentro e fora de campo

Dentro de campo, o Avaí vem se reforçando para esta Série A. Depois de um campeonato catarinense lutando contra o rebaixamento, a diretoria agiu rápido e até o momento são sete jogadores contratados para a Série A.
Além do zagueiro Emerson, principal contratação do Avaí principalmente por ser um ex-ídolo avaiano de 2008 à 2010, o Leão da Ilha contratou os laterais Nino Paraíba, Romário e Everton Silva, além de Adriano, Juninho e Rudnei, este último também com passagem pelo Avaí, mas sem deixar saudades.
Mas o Avaí também se prepara fora das quatro linhas: como a parceria que visava a construção de um novo e moderno estádio pela empresa chinesa responsável pela construção do estádio Ninho do Pássaro para as olimpíadas de Pequim foi por água abaixo, o Avaí assinou um contrato com as tintas Killing para providenciar a revitalização da Ressacada. Segundo o site oficial do clube, a ideia é que grande parte do trabalho esteja pronta até o dia 10 de maio, quando o Avaí enfrenta o Santos na estreia da elite nacional. Mas uma prévia da casa azul praticamente nova já poderá ser vista no próximo dia 6 de maio, quando o Leão joga o clássico catarinense contra o Figueirense pela Copa do Brasil.
Alceu Atherino/Avaí F.C.
A pintura total do estádio deve levar cerca de 3 meses para ser realizada, se o tempo permitir. O trabalho se iniciou com a lavagem das estruturas para então iniciar-se a pintura primeiro nos detalhes das arquibancadas e muretas e na sequência, de toda a parte externa da Ressacada.
Mas as novidades fora de campo não param por aí: segundo o repórter esportivo Renan Schlickmann, o ônibus personalizado do Avaí estreará no Clássico pela Copa do Brasil. O torcedor avaiano, que está acostumado a fazer uma bela festa na recepção dos jogadores, já verá esta novidade quando a delegação chegar à Ressacada. Inclusive, segundo o Renan, a buzina será com o som do rugido do Leão.
Pelo visto, motivos não faltarão para que o torcedor avaiano volte com tudo para Ressacada neste segundo semestre!
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Gilson Kleina apagará o incêndio da Ressacada?

Gilson Kleina chega à Ressacada em meio à uma das maiores crises da história do Avaí Futebol Clube
Foto: Getty Images
Mesmo recém promovido a Série A, hoje o Avaí atravessa uma das maiores crises de sua história. Não bastou o Avaí não ter se classificado entre os seis melhores: hoje, no "quadrangular da morte" do Campeonato Catarinense, seguramos a lanterna. Faltando apenas três jogos para o futuro do Leão da Ilha ser definido, hoje nossa realidade é a Série B do estadual e a Série A do Brasileirão.
Mas esta situação vexatória não vem de hoje: desde a dispensa do diretor de futebol Carlos Arini em 2012, então campeão estadual em cima do Figueirense naquele ano, episódio este onde os jogadores azzurras invadiram a sala de imprensa e mostraram sua instisfação com o então presidente Zunino pela substituição de Arini por Marcelinho Paulista, o torcedor avaiano não consegue ter mais de 3 meses de sossego.
Ainda em 2012 fizemos uma Série B pífia. Já em 2013, um estadual que não deixou saudades e uma Série B onde os jogadores entregaram a vaga de bandeja para o rival Figueirense, após perder por 4x0 em plena Ressacada.
Já nos estaduais de 2014 e 2015, o Avaí lutou pelo "hexagonal da morte" e "quadrangular da morte", respectivamente. O acesso à Série A no ano passado, foi mais sorte que juízo: embora tivéssemos a Série B mais fraca da história, o Avaí começou mal, lutando pela parte de baixo da tabela. Até que Geninho foi contratado e mudou tudo: chegamos à alcançar a liderança da competição.
Mas quando tudo parecia estar favorável pelo acesso azurra (e até mesmo pelo título do campeonato), os jogadores avaianos, à exemplo do que fizeram em 2013, começaram a entregar jogos fáceis. Chegamos na última rodada precisando de uma combinação de resultados impossíveis: mas a sorte nos sorriu e o acesso veio.
O culpado do acesso? Única e exclusivamente Geninho!
Mas neste ano, com dinheiro em caixa e a casa em ordem, a diretoria e o técnico erraram em montar um time fraco. Além da vergonha de ter escalado jogador irregular e perdido 6 pontos no tribunal, os mesmos problemas dos anos anteriores se repetiram e na derrota por 5x3 contra o limitadíssimo Guarani de Palhoça, Geninho largou o barco. Desistiu de comandar um time tão fraco e descomprometido.
A esperança? Voltou-se ao auxiliar técnico Raul Cabral, porém a falta de garra dos jogadores foi repetida e perdemos novamente, desta vez por 2x1, contra o também fraquíssimo Marcílio Dias.
E hoje, quando ninguém esperava que a sonolenta diretoria avaiana fosse agir, eis que o bom técnico Gilson Kleina foi apresentado. Confesso que me surpreendi positivamente com o nome: além de ser um técnico com experiência de Série A, sabe pegar um time desacreditado e motivá-lo. Tudo que precisamos neste momento.
Mas é preciso mudar. E mudar de verdade.
Agora cabe ao departamento de futebol ter pulso firme com panelinhas de jogadores e rachas de elenco. Que puna exemplarmente os cabeças, mesmo que sejam ídolos do clube. Tapinha nas costas só nos levará ao fundo do poço!
Afinal, a incompetência que vemos dentro de campo ao longo desses anos, é reflexo da incompetência que existe na Ressacada fora das quatro linhas.
De nada adianta mudar o diretor ou o técnico, se os mesmos que estão encrustrados nas entranhas da Ressacada, sem apresentar resultados satisfatórios há tanto tempo, também não mudarem.
"Ah, mas fulano não tem nada a ver com futebol". Oras, o Avaí é um clube de futebol. Todos os esforços são em vão se o futebol não funciona. Então todos, sem exceção, devem ser responsabilizados pelo fracasso dentro de campo.
E caso ocorram novos atrasos salariais, a diretoria, que está há 1 ano e quase 4 meses sem conseguir fechar com um patrocínio master e que mantém em sua folha um número exagerado de funcionários, não terá o direito de reclamar.
Se não conseguimos segurar resultados favoráveis contra Guarani da Palhoça e Marcílio Dias nos dias de hoje, como vamos fazer com Santos ou Palmeiras na Série A?
Ao Gilson Kleina, boa sorte! Você vai precisar...
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Tropeçamos no começo de 2015, mas o futuro é promissor

Orlando Pereira / Atlético Ibirama
Passaram-se três rodadas no Campeonato Catarinense 2015 e até agora, acumulamos dois empates (JEC e Criciúma) e uma derrota (Atlético de Ibirama), o que nos leva à oitava posição da competição.
Mesmo com um início tão fraco na tabela, vejo o time do Avaí mostrando a qualidade que não apresentava há pelo menos três anos: antes, víamos um time sem pegada, sem vontade e sem qualidade. Errar passes de poucos metros era uma constante. Hoje, consigo ver que a maioria dos contratados estão dizendo à que vieram. Fica cada vez mais evidente que Geninho está montando um time de qualidade. Outro fator positivo é o condicionamento físico: não é raro ver os jogadores correndo nos acréscimos.
É claro que o leitor pode se perguntar o motivo do time não ter vencido ainda.
O Avaí é um time em formação. No último jogo por exemplo, tivemos sete jogadores novos em campo. Os jogadores estão ainda se conhecendo, se entrosando e ainda há a possibilidade de novas contratações (Jorge Henrique,  do Internacional por exemplo, é cogitado) e também de retornos de jogadores suspensos, como Marquinhos e Roberto.
A tendência é que este time melhore no decorrer do campeonato e esteja mais azeitado para Série A de 2015. E que sempre seja lembrado: o grande objetivo do Avaí este ano é permanecer na elite do futebol brasileiro para 2016. E mesmo que eu acredite que este Catarinense sirva apenas para formar e encaixar o time para o Brasileirão, acredito que classificaremos para a próxima etapa (sim, ainda aos trancos e barrancos) e surpreenderemos na etapa final.
Não estranhem se o Mais Vezes Campeão de Santa Catarina iniciar a Série A com sua décima sétima estrela de campeão catarinense no peito.
Via ESPNFC

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O Zunino subiu

Existe um Avaí antes e outro depois de Zunino
Reprodução / Avaí FC
Depois de alguns anos lutando contra um câncer, o ex-presidente João Nilson Zunino morreu na noite de ontem.
Dentre muitos erros e acertos, Zunino foi um dos melhores presidentes da história avaiana. Além de reestruturar completamente o patrimônio do Avaí, aumentando e modernizando a Ressacada e o Centro de Formação de Atletas (CFA), subiu pra Série A em 2008, foi o responsável pela melhor campanha de um clube catarinense na elite do futebol nacional quando chegamos em sexto lugar em 2009 e esteve à frente da melhor campanha de um clube do estado em uma competição internacional, quando avançamos até a quarta fase da Copa Sul Americana de 2010.
Em outubro de 2009 eu tive a oportunidade única de bater um papo descontraído com o presidente durante algumas horas. Em parceria com o Rogério Cavallazzi e o Esteves Júnior, fizemos o programa BlueCast (um podcast que no momento está em standby e que contava com transmissão ao vivo e participação direta do público) e neste, o presidente contou várias passagens do dia-a-dia à frente do maior clube de Santa Catarina. Para matar a saudade, as três partes do programa estão disponíveis: parte 1, parte 2 e parte 3.

Fábio Trierveiler, João Nilson Zunino, Esteves Júnior e Rogério Cavallazzi na edição 7 do BlueCast
Arte e foto: Esteves Junior
O presidente era um cara simples: como costumávamos fazer sempre após os Bluecasts, eu, o Esteves e o Rogério pedíamos comida e aproveitávamos para compartilhar nossas impressões do programa realizado e já com ideias para o próximo. Naquela edição, quando o presidente chegou ao nosso "estúdio", perguntamos se ele queria jantar conosco e ele, muito educado, falou que havia acabado de chegar de viagem e em tom de brincadeira, disse que teria que jantar com sua esposa, senão haveria briga e por isso recusou. Mas ao fim do programa, quando a comida chegou e ele sentiu o aroma no ar, mudou de ideia: não só jantou conosco como repetiu o prato. E durante o jantar, com praticamente meio ano de antecedência, ele nos confidenciou:
- "Peço sigilo, mas para o ano que vem, nós traremos o Sávio pra Ressacada. O plano é que ele jogue um ou dois anos e depois disso, entre para a diretoria avaiana."
A nossa empolgação com uma contratação desse porte foi gigantesca. De fato, Sávio foi contratado na temporada seguinte, mas infelizmente, não teve um rendimento tão bom dentro dos gramados e o plano de Zunino precisou ser encurtado. Assim era o presidente: um cara simples e que sem cerimônias, compartilhava a intimidade dos bastidores da Ressacada com todo e qualquer torcedor avaiano.
João Nilson Zunino era um cara do bem, sem a maldade que o futebol precisa e até mesmo por usa inocência, falhou algumas vezes, colocou dinheiro do próprio bolso em outras, mas conquistou o sucesso à frente do Avaí Futebol Clube. Como presidente, o critiquei por diversas vezes, mas também o exaltei nos seus inúmeros acertos. Como pessoa, do pouco que o conheci, só tenho boas lembranças. Sem dúvidas, uma perda gigantesca para todos nós, mas que deixou um legado inesquecível para a maior torcida de Santa Catarina.
Vá em paz, presidente.
Via ESPNFC

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Não adianta espernear: o Avaí está na Série A!

Jogadores avaianos dançando o "créu"
Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
Como já havia escrito aqui, a justiça foi feita: o julgamento contra o Icasa, adiantado para o dia de hoje, terminou sem prejuízos à quem conquistou seus pontos dentro de campo: o Avaí. E também sem benefícios à quem foi incompetente inscrevendo jogadores irregulares na competição e que queria, no tapetão, subir para Série A: o América-MG.
Como relatado através da reportagem da ESPN, por quatro votos a dois, o tribunal decidiu pela prescrição da pena ao clube cearense e assim, nao teremos "virada de mesa" no "tapetão".
A torcida do Avaí não vai comemorar hoje, pois a data do seu acesso à Série A foi no dia 29 de novembro de 2014, no estádio da Ressacada, após vitória dentro de campo contra o time do Vasco da Gama. Naquele dia comemoramos por toda a cidade de Florianópolis, com carreata, fogos de artifício, desfile dos jogadores em trio elétrico e tudo que temos direito.
Terminada a era de especulações absurdas de perda de vaga na Série A, agora o Avaí deve focar no seu recheado calendário para 2015, montando um time forte.
Ao América, recomendo que faça o mesmo para que consiga subir dentro de campo e assim, não precisar fazer papelão novamente no final da Série B do ano que vem ou montar teses da teoria da conspiração, como o colega da ESPNFC, Matheus Laboissière, fez em seu blog.
E se o América ainda está pensando em entrar na justiça comum, peço para que a diretoria do simpático clube mineiro veja onde estão hoje o Gama-DF, Caxias-RS e o próprio Icasa-CE, clubes que fizeram isso recentemente. Será que vale a pena?
Via ESPNFC

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América-MG, acesso se conquista dentro de campo!

Jogadores emocionados e torcida de pé nas arquibancadas: é assim que se comemora um acesso dentro de campo
Foto: Jamira Furlani / Avaí FC
Se dependesse das manchetes sensacionalistas de alguns órgãos da imprensa, o Avaí já teria sido punido injustamente por racismo este ano, mesmo que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) seja muito claro, conforme expliquei aqui e logo depois foi confirmado pela justiça. Preferiram a audiência do que o compromisso com os fatos.
Agora, muitas dessas mesmas agências, aparentemente com escassez de notícias neste intervalo de final de ano, insinuam em suas manchetes, que o Avaí, legítimo integrante da Série A 2015 através do que conquistou dentro de campo, teria chances de ficar na Série B.
De onde o boato surgiu
Em julgamento que ocorrerá no início de 2015, o Icasa, clube que ano passado foi à justiça comum em busca de uma vaga na Série A sem que se esgotasse todas as instâncias desportivas, deve ser punido pelo TJD. A esperança infundada do América-MG, é que o Avaí (time que conquistou o acesso de forma legitima dentro de campo), também seja punido, pois segundo uma tese sem fundamentos do time mineiro, os pontos conquistados em cima do Icasa seriam desconsiderados.
Prontamente desmentido
Tal absurdo foi prontamente desmentido pelo procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, que afirma não ter jurisprudência nem previsão de exclusão de pontos de um time punido após o término de uma competição. O procurador ainda diz que o Icasa deve sim ser punido, mas apenas ele e não outros clubes que nada tem a ver com o caso, como o Avaí por exemplo.
Além disso, Sandro Barreto, o advogado do Avaí, lembra que tanto o Código Brasileiro de Justiça Desportiva e a FIFA, entidade máxima do futebol, prevê que o que foi conquistado dentro de campo tem que ser priorizado.
América-MG indo pelo caminho errado
Vale lembrar que o América-MG já foi punido exemplarmente este ano por escalar jogador irregular na Série B e agora, mais uma vez no tapetão, quer conquistar o que não conseguiu dentro de campo.
Outro fator que joga contra o time americano, foi a entrevista dada ao jornal O Tempo de Minas Gerais pelo membro do conselho do clube e deputado estadual, Alencar da Silveira Júnior. No artigo, o jornal destaca que "o dirigente entrará com ação na Justiça Comum para defender América" (indo contra ao que preconiza a CBF e FIFA).
Além disso, o mesmo jornal afirma: "o deputado encaminhará uma petição à Assembleia Legislativa de Minas Gerais contra a posição da CBF no caso". Isso é justamente o contrário do que o nosso colega do ESPNFC, o blogueiro Matheus Laboissière, corretamente e lucidamente recomenda em seu post. Reproduzo o trecho: "...FIFA, que num de seus artigos proíbe interferência política no futebol, seja de governos ou entidades."
O Avaí está seguro. Já o América-MG deve tomar cuidado.
Todos os indícios apontam para uma larga e confortável segurança para o Avaí Futebol Clube. Já para o América, espero que se reforce dentro dentro das quatro linhas para o ano que vem, tome mais cuidado com inscrições de atletas irregulares e conquiste seus feitos dentro de campo. Se fizerem metade do que estão afirmando que farão, além de não conseguirem reverter no tapetão o que não tiveram competência de conquistar dentro de campo, a tendência é que sejam punidos severamente pela CBF e pela FIFA.
Via ESPNFC

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