Os números não mentem: o Avaí é o líder do returno, na frente até do favorito ao título, e nosso freguês,
Vasco da Gama. Nesta fase da competição, chegamos à incríveis 79,6% de
aproveitamento. Se compararmos com o primeiro turno, foram somados 23
pontos em 19 partidas. Já no returno, o Avaí possui 19 pontos em apenas
oito jogos! Desde que o técnico Claudinei Oliveira assumiu o comando
azurra, não sabe o que é derrota.
E somado à tudo isso, a minha descrença no time e na diretoria,
fruto de anos de má gestão e de decepções à maior torcida de Santa
Catarina, só poderia começar a dar uma guinada após uma eventual vitória
contra o Joinville em plena arena da prefeitura, lembra? E sim, a vitória veio e com ela, os dois pés no G4.
Agora, nos próximos 4 jogos que temos pela frente, 3 são em casa.
A empolgação, ainda contida há alguma rodadas, toma conta da nação
avaiana. Mais do que nunca, é a hora da verdade: um resultado diferente
de vitória contra o Paysandu, vai frustrar principalmente aquele
torcedor que estava há meses afastado da Ressacada e que iria prestigiar
o seu time em boa fase - fato raro nos últimos anos. O fantasma de 2013 não pode se repetir!
As perspectivas são as melhores possíveis - fato inimaginável se
olharmos para a turno. E se continuarmos nessa mesma pegada, o sonho do
torcedor avaiano vai ser tão grande quanto uma segunda estrela no peito.
É cedo demais para pensar no impossível? Depende apenas daqueles 11 em campo...
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E agora, Avaí? Como não pensar na Série A?
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Fábio Feijão
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terça-feira, 27 de setembro de 2016
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Pior que tava, não fica
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Fábio Feijão
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
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Avaí e Sampaio Corrêa foi aquele jogo de dois times com pouquíssima
qualidade. Sim, houve evolução no Avaí, principalmente no que diz
respeito à organização do time: vi menos chutões na saída de bola e
menos passes errados.
Mas há de se lembrar que nosso parâmetro era o time de juniores que quase foi rebaixado no Campeonato Catarinense deste ano. "Pior que tá não fica", como diria o ilustre deputado Tiririca.
No primeiro tempo, destaque para a bela jogada de Jajá, que
tocou pra Tauã e este cruzou para William, que apesar de visivelmente
estar fora de forma, se adiantou do zagueiro e finalizou de primeira.
No Sampaio, apenas o famoso Pimentinha - que o Avaí já tentou
trazer no passado, mas sem sucesso - fazia alguma fumaça na zaga do
Avaí. E mesmo assim quase tomamos o gol de empate.
Mas no finalzinho, um golaço que há tempos não se via na
Ressacada: Tatá, de longe, viu o goleiro adiantado e finalizou de
cobertura. Uma pintura que deu os números finais à partida.
Nosso time está se estruturando, ainda encontrado a sua cara. A
vitória de 2x0 contra o fraco e seríssimo candidato à rebaixamento
Sampaio Corrêa não deve mascarar nossas inúmeras deficiências. Ainda
acho que lutaremos para não cair para Série C. Um eventual acesso, só se
for em casos extraordinários e inexperados, como em 2014. E que venha a Luverdense.
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Gonçalves é capaz de tirar o Avaí da lama?
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Fábio Feijão
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015
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| Foto: Alceu Atherino / Avaí FC |
Na penúltima rodada da Série A 2015, chegamos a ficar 1 ponto fora da zona de rebaixamento, porém dependiámos de uma vitória contra o campeão Corinthians, em uma Arena lotada.
Marcamos nosso gol. Faltando 15 minutos para o campeonato terminar, o Avaí ainda estava na Série A. Mas veio Vagner Love, empatou a partida e a Série B caiu no nosso colo.
Mas não foi neste jogo que o Avaí caiu. Não vencemos os jogos que deveríamos ter vencido em casa, como Vasco e Coritiba, por exemplo. Isso tudo, aliado à uma sucessão de erros da diretoria foi crucial para a queda de rendimento do time: se repetiu o mesmo erro dos anos anteriores, culminando no atraso de salários aos jogadores.
O Avaí, historicamente vive o mal de todos os times médios, como os de Santa Catarina: com pouca verba se comparado aos grandes do Clube dos 13, permanecer na Série A é digno de se comemorar como um título e brigar para estar entre os quatro melhores na Série B é nossa Libertadores. É o eterno sobe e desce entre as divisões nacionais.
O rebaixamento do Avaí foi dolorido, mas foi extremamente merecido. Como ação imediata, a diretoria demitiu todo o departamento de futebol e pretende começar o trabalho do zero. Desde o começo de dezembro com dificuldades de um nome para comandar o futebol azurra, eis que o Avaí anuncia a vinda do ex-jogador Golçalves. Desde 1999 quando pendurou as chuteiras, o ex-zagueiro da seleção brasileira e do Botafogo vem se aperfeiçoando: além de formado em educação física, chegou a fazer cursos na base do Barcelona.
É a solução para os problemas do Avaí em 2016? A resposta para essa pergunta, fica à cargo do principal culpado pelo rebaixamento: o presidente Nilton Macedo Machado.
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América-MG, acesso se conquista dentro de campo!
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Fábio Feijão
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domingo, 14 de dezembro de 2014
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| Jogadores emocionados e torcida de pé nas arquibancadas: é assim que se comemora um acesso dentro de campo Foto: Jamira Furlani / Avaí FC |
Se dependesse das manchetes sensacionalistas de alguns órgãos da
imprensa, o Avaí já teria sido punido injustamente por racismo este ano,
mesmo que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) seja muito
claro, conforme expliquei aqui e logo depois foi confirmado pela justiça. Preferiram a audiência do que o compromisso com os fatos.
Agora, muitas dessas mesmas agências, aparentemente com escassez
de notícias neste intervalo de final de ano, insinuam em suas manchetes,
que o Avaí, legítimo integrante da Série A 2015 através do que conquistou dentro de campo, teria chances de ficar na Série B.
De onde o boato surgiu
Em julgamento que ocorrerá no início de 2015, o Icasa, clube que
ano passado foi à justiça comum em busca de uma vaga na Série A sem que
se esgotasse todas as instâncias desportivas, deve ser punido pelo TJD. A
esperança infundada do América-MG, é que o Avaí (time
que conquistou o acesso de forma legitima dentro de campo), também seja
punido, pois segundo uma tese sem fundamentos do time mineiro, os pontos
conquistados em cima do Icasa seriam desconsiderados.
Prontamente desmentido
Tal absurdo foi prontamente desmentido pelo procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, que afirma não ter jurisprudência nem previsão de exclusão de pontos de um time punido
após o término de uma competição. O procurador ainda diz que o Icasa
deve sim ser punido, mas apenas ele e não outros clubes que nada tem a
ver com o caso, como o Avaí por exemplo.
Além disso, Sandro Barreto, o advogado do Avaí,
lembra que tanto o Código Brasileiro de Justiça Desportiva e a FIFA,
entidade máxima do futebol, prevê que o que foi conquistado dentro de campo tem que ser priorizado.
América-MG indo pelo caminho errado
Vale lembrar que o América-MG já foi punido exemplarmente
este ano por escalar jogador irregular na Série B e agora, mais uma vez
no tapetão, quer conquistar o que não conseguiu dentro de campo.
Outro fator que joga contra o time americano, foi a entrevista dada ao jornal O Tempo de Minas Gerais pelo membro do conselho do clube e deputado estadual, Alencar da Silveira Júnior. No artigo, o jornal destaca que "o dirigente entrará com ação na Justiça Comum para defender América" (indo contra ao que preconiza a CBF e FIFA).
Além disso, o mesmo jornal afirma: "o deputado encaminhará uma petição à Assembleia Legislativa de Minas Gerais contra a posição da CBF no caso". Isso é justamente o contrário do que o nosso colega do ESPNFC, o blogueiro Matheus Laboissière, corretamente e lucidamente recomenda em seu post. Reproduzo o trecho: "...FIFA, que num de seus artigos proíbe interferência política no futebol, seja de governos ou entidades."
O Avaí está seguro. Já o América-MG deve tomar cuidado.
Todos os indícios apontam para uma larga e confortável segurança
para o Avaí Futebol Clube. Já para o América, espero que se reforce dentro dentro das quatro linhas
para o ano que vem, tome mais cuidado com inscrições de atletas
irregulares e conquiste seus feitos dentro de campo. Se fizerem metade
do que estão afirmando que farão, além de não conseguirem reverter no
tapetão o que não tiveram competência de conquistar dentro de campo, a
tendência é que sejam punidos severamente pela CBF e pela FIFA.
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Nunca duvide do Avaí
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Fábio Feijão
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domingo, 30 de novembro de 2014
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| Marquinhos, o protagonista, agradece a força dos avaianos que foram à Ressacada Foto: Jamira Furlani |
No último jogo do primeiro turno, naquela época em que o nosso Avaí estava voando em campo, jogando com vontade e muita raça, cheguei a apostar que Avaí x Vasco no returno seria o jogo que decidiria o título de campeão brasileiro da Série B.
Mas o grande problema é que justamente quando estávamos consolidados
na liderança e o nosso segundo título parecia estar se materializando, o fantasma de 2013 voltou à nos assombrar:
o time caiu vertiginosamente de rendimento, nossos craques avaianos
pararam de jogar o que sabiam e nos afundamos na sexta colocação.
Mas faltando três rodadas para o final da competição, Marquinhos
voltou a fazer o que exigimos que ele faça: decidir os jogos. E os
demais atletas voltaram a jogar de forma séria, com vontade e com raça.
Na vitória contra a Portuguesa, me chamou atenção
a vibração e união dos jogadores na comemoração dos gols. E no jogo
seguinte, fora de casa contra o Santa Cruz, mais uma vitória
importantíssima. Agora a decisão estava na Ressacada, mas ainda
dependendo de outros resultados.
Mesmo aquele que dizia que acreditava, no fundo, estava pedindo aos
céus para que o impossível acontecesse naquela tarde de sábado na
Ressacada. Ninguém apostaria seu dinheiro à favor do Avaí.
Não bastava uma vitória azurra contra o Vasco: o Boa não poderia vencer
o já rebaixado Icasa (e este havia dispensado 10 jogadores antes da
partida) e o Atlético-GO não poderia vencer, dentro de seus domínios, o
Santa Cruz, que já não almejava mais nada no campeonato.
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| Sim, eu estava lá vendo mais um acesso do meu Avaí. Da esquerda para
direita: Fábio Trierveiler, Fábio Flora, Adriano Assis e (um pedaço de)
Anthony Marcus. Foto: Fábio Flora |
Mas nós esquecemos que o Avaí é um clube diferente. Que nunca devemos duvidar do Leão da Ilha:
Nossa Senhora da Ressacada fez mais uma graça no Estádio Aderbal Ramos
da Silva. Em uma tarde repleta de emoções, em que por diversos momentos,
com as informações que vinham do rádio e da internet nos celulares,
revezávamos nas arquibancadas a alegria de estar na Série A e a tristeza
de continuar na Série B, finalmente o grito saiu da garganta e a maior
torcida de Santa Catarina pôde novamente bater no seu peito, erguer o
punho e gritar: estou de volta à Série A!
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Enfim, uma vitória
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Fábio Feijão
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
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| Jamira Furlani / Avaí FC |
Estamos perto do G4, mas já poderíamos estar na Série A.
Eram seis jogos sem vencer. A nossa última vitória havia sido contra o
Icasa, na Ressacada há mais de um mês atrás, no dia 11 de outubro. A
situação do Avaí só não foi pior, pois esta Série B é a mais fácil que
já pude presenciar: além de não ter um "bicho papão" (o Vasco não tem
nada de mais), os outros times são fraquíssimos. Tanto é verdade que
mesmo após essas trapalhadas do elenco azurra, ainda estamos em sexto,
com a mesma pontuação do quarto colocado, 56 pontos.
A vitória contra a Portuguesa na Ressacada, presenciada por 3.307
teimosos, não mascara a falta de ímpeto dos jogadores avaianos. Nosso
time teve mais sorte que juízo. A Portuguesa foi o adversário mais fraco
que assisti na Ressacada este ano e mesmo assim, teve pelo menos quatro
chances claras de gol.
Já o Avaí, como é de costume, demorou a chegar com perigo no gol
adversário, insistindo na sua única jogada: bolas aéreas. Mas após
insistir e muito, dessa vez por baixo, Marquinhos deixou o seu e em seguida, após Anderson Lopes sair do banco e entrar na partida, deu números finais à partida.
Um ponto positivo? A comemoração dos jogadores após o
gol. Mostrou força, garra, união, raça, sangue no olho. Algo que eu não
via há muito tempo na Ressacada. Espero que não seja só teatro e se
concretize dentro de campo, no resultado das próximas partidas.
Nosso time não é um time de guerreiros. Se tivessem
demonstrado o mínimo de vontade nas partidas anteriores, hoje não
estaríamos com a calculadora na mão fazendo contas para o acesso e sim,
curtindo uma bela de uma ressaca após passar a noite comemorando nas
ruas de Florianópolis o acesso à Série A 2015.
Continuo com a minha opinião: embora tenhamos chances matemáticas de acesso, torcerei até o fim que o meu time do coração suba, mas eu não acredito no acesso, principalmente por causa do vexame que vivemos ano passado e que estamos vivenciando este ano.
Agora, mais do que nunca, uma vitória é obrigatória contra o Santa Cruz, no próximo sábado, longe da Ressacada.
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Sem inspiração
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Fábio Feijão
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014
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| Jogadores sem vontade, blogueiro sem palavras. Via Getty Images |
Não é por acaso que este blogueiro está demorando tanto para escrever ultimamente. Meu último post foi ainda antes do jogo contra o JEC: naquele momento o Avaí já passava por uma situação delicada. O fantasma de 2013,
mesmo com tentativas de panos quentes por alguns, estava escancarado e
assombrando os torcedores avaianos. Aquela era a chance de voltar a
brigar pelo acesso com dignidade, mas fomos humilhados em nossa própria
casa. Foi o nosso funeral para 2014.
Pensei em escrever sobre aquele humilhante resultado, onde nossos
jogadores - à exemplo de 2013 - não mostraram luta e tomaram um
verdadeiro baile do time da cidade do balé. Diga-se de passagem: se
havia algum problema na entregada do ano passado, este não era Hemerson
Maria. Ele vai subir pra Série A com o JEC.
Mas esperei o jogo contra o Luverdense, afinal, houve uma mobilização
da torcida avaiana no domingo de manhã: alguns malucos, como o amigo Adriano Assis, foram até à Ressacada dar uma última palavra de apoio à nossos "atletas".
Mas a falta de vontade, apatia ou até mesmo, digamos, falta de
inspiração dos jogadores avaianos, entrou em campo mais uma vez e
perdemos para o time de uma cidade que se chama Lucas de Rio Verde.
O que mais frustra o torcedor avaiano, é que pelo segundo ano
consecutivo, os jogadores nos mostraram que era fácil subir, que o
acesso estava à nosso alcance. Mas quando começamos a acreditar
novamente, eles pisaram no freio, tiraram o pé e nos envergonharam.
Fizeram com que jogássemos nosso orgulho no lixo pelo segundo ano
consecutivo. Humilharam a maior torcida de Santa Catarina, mais uma vez.
Nossa tradição quase centenária não está acostumada com derrotas.
Desde nossos avós (coisa impensável nos demais times "que nasceram
ontem" no futebol de Santa Catarina), vimos nosso Avaí conquistar a
hegemonia do futebol catarinense. ouvimos histórias de conquistas
heróicas, de tempos de amor à camisa e raça avaiana. Até os mais jovens,
recentemente presenciaram a melhor campanha de um clube catarinense na
Série A quando chegamos em sexto lugar em 2009 e a melhor campanha de um
clube catarinense em uma competição internacional, quando avançamos até
a quarta fase da Copa Sul Americana de 2010.
Queremos isso de volta e não um bando de jogadores que se preocupam
mais com suas tatuagens, seus penteados ou a cor das suas chuteiras do
que com a história de luta, de raça e de conquistas do Avaí Futebol
Clube.
Chances matemáticas? Claro que temos, mas depois do tapa na cara que
levamos ano passado e de vermos o filme se repetindo este ano, não
acredito mais no Avaí para este ano de 2014.
Os ídolos do passado, devem ser lembrados, mas no passado. Chegou a
hora de reformular. É preciso olhar pra frente. É preciso aprender com
os erros do passado. Se jogadores não são competentes para o acesso por
dois anos consecutivos, porquê seriam competentes na terceira tentativa?
Está na hora de fazer a limpa, de cortar o mal pela raiz e pensar a
Série B de 2015.
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Que Atlético?
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Fábio Feijão
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014
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E o Avaí vai amarelando (mais uma vez)
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| Divulgação / Avaí FC |
Depois de encher de esperança a nação avaiana, com boas apresentações
e excelentes resultados dentro e fora de casa, eis que o que mais
temíamos está acontecendo: na reta final da Série B, o Avaí está puxando
o freio de mão.
O grande problema é que isso já aconteceu ano passado e isso faz com que até o mais apaixonado torcedor avaiano se desanime. Se não subirmos este ano, será mais um vexame para esta que é a maior torcida de Santa Catarina.
No final de semana, até vencemos na Ressacada. Foi um futebol
sofrível apresentado pelo Avaí, contra um time mais fraco ainda, o
Icasa, mas vencemos pelo placar mínimo. E ontem, fomos até o Serra
Dourada enfrentar outro time fraco, o Atlético Goianiense. Até tivemos
mais chances claras que o time da casa, mas a incompetência de Anderson Lopes e Bruno Mendes
(este último ainda não disse à que veio), onde ambos protagonizaram
lances inacreditáveis de gols desperdiçados, fez aquela velha máxima do
futebol prevalecer: "quem não faz, leva". Os dois gols do time da casa vieram no finalzinho, após os 45 minutos de jogo, punindo a inoperância do ataque avaiano.
Por sorte, como JEC e Ceará se enfrentam nesta rodada, o Avaí não
saíra do G4, independente de qualquer resultados. Porém, na sequência o
Avaí enfrenta a Ponte Preta fora de casa e em seguida, o JEC na
Ressacada. Embora seja possível (e mais do que necessário) o Avaí vencer
esses dois encontros, sinceramente, com o futebol apresentado nos
últimos jogos, acho improvável.
Torcerei até o fim. Estarei nas arquibancadas da
Ressacada empurrando o Avaí contra o JEC, assim como fiz na maioria dos
jogos em casa nesta Série B. Mas infelizmente, já me preparando para o
pior. A diretoria avaiana já fez sua parte e quitou os salários dos
jogadores. Agora só falta os atletas - e exclusivamente eles - reverterem essa situação e não envergonhar por mais um ano a nação azzurra.
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O fantasma de 2013 está de volta?
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Fábio Feijão
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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| Getty Images / ESPNFC.com.br |
O torcedor avaiano ainda não esqueceu da decepção que os jogadores
avaianos nos causaram na série B do ano passado. Prova disso ainda pode
ser vista nas arquibancadas da Ressacada: enquanto ano passado colocamos
mais de 15 mil em alguns jogos, este ano não conseguimos sequer superar
a barreira dos 10 mil torcedores em uma partida.
Mas peraí Fábio! Estamos dentro do G4, na 3ª colocação!
Sim, estamos com 49 pontos, faltando 10 rodadas para o final. Mas
em 2013, tínhamos 53 pontos faltando sete jogos para o término do
campeonato e mesmo assim, conquistamos apenas três de 21 pontos
restantes.
Agora, depois de duas derrotas consecutivas que colocaram fim à
invencibilidade que durava 12 jogos, o fantasma da crise e do não acesso
volta a assombrar a mente dos avaianos.
Se estiver de fato se desenhando uma nova "tirada de pé", o que poderia estar ocorrendo?
Pelo que se fala na imprensa, os salários e premiações deste ano
estão rigorosamente em dia e os atrasados dos poucos atletas que ficaram
do elenco do ano passado, conforme eles já sabem desde que terminou
2013, o Avaí deve, não nega e pagará quando puder.
Percebo que alguns atletas estão com o rendimento baixo: Diego Felipe
por exemplo, não é sombra do cara que foi o principal jogador do Avaí
no retorno pós-copa do mundo. Coincidentemente ou não, essa queda de
rendimento começou quando João Felipe passou a ser titular ao lado dele.
Eu até acho João um jogador com certa qualidade, mas confesso que as
subidas em demasia dele me dão calafrios, já que sempre deixam a defesa
desguarnecida e consequentemente, sobrecarrega Diego Felipe. Fora isso,
os demais jogadores continuam com as mesmas virtudes e limitações de
sempre: muita correria, alguma qualidade.
Espero que essas duas derrotas sejam um fato corriqueiro. Que seja um
exagero de nós avaianos que ficamos mal acostumados com uma sequência
tão boa e com a liderança da competição. Mas vencer é preciso e se o
Avaí não quiser transformar essas duas derrotas em uma crise, precisamos
vencer e convencer no jogo de sábado na Ressacada, diante do Icasa, 18º
colocado.
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Caso se confirme injúria racial, o Avaí está limpo
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Fábio Feijão
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domingo, 28 de setembro de 2014
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| Jogador de Boa e Avaí de mãos dadas, antes do jogo pela Série B Gazeta Press / ESPN.com.br |
Ontem, algumas horas após a vitória do Avaí contra o Boa por 2x0 na Ressacada, começou a surgir a notícia de que o zagueiro avaiano Antônio Carlos havia cometido o crime de injúria racial contra o jogador Francis, do Boa Esporte Clube.
Ao contrário de muitos blogueiros e jornalistas afoitos por audiência
à todo o custo, não quis escrever um post sensacionalista. Esperei por
mais informações, vi as imagens do suposto momento em que o jogador do
Avaí xinga o jogador Francis de "macaco do car...." e procurei estudar
sobre o ocorrido para poder assim, com o mínimo de responsabilidade, trazer a minha opinião e as minhas constatações sobre o ocorrido.
Primeiramente, o jogador Francis relata no boletim de ocorrência que o
jogador Antônio Carlos, ainda dentro de campo, pediu desculpas por
tê-lo xingado. Também vale o registro que o clube não foi citado, apenas
o jogador do Avaí, conforme reprodução abaixo.
![]() |
| Boletim de ocorrência com o registro da queixa do jogador Francis do Boa contra Antônio Carlos, do Avaí Reprodução |
Já a versão do jogador avaiano é diferente. Segundo o diretor de
futebol do Avaí, Chico Lins, Antônio Carlos diz que não usou a palavra macaco, e sim malaco:
"O carioca utiliza muito uma expressão que segundo Antonio Carlos, zagueiro do Avaí, teria usado contra o atacante Francis do Boa Esporte. Aliás, ambos são da raça negra. Depois de muita catimba durante por parte do atacante do Boa Esporte o zagueiro do Avaí irritado teria dito "Levanta, malaco" expressão usada pela chamada malandragem carioca. Jogador nega olimpicamente que teria chamado usando a palavra macaco o que seria ofensa a sua própria raça."
De qualquer forma, caso o jogador avaiano não consiga sustentar sua
defesa, outro ponto que merece destaque é que o caso enquadraria-se como
crime de injúria racial e não de racismo. Conforme o site
do MP do Distrito Federal, a injúria racial está tipificada no artigo
140, § 3º do Código Penal Brasileiro e consiste em ofender a honra de
alguém com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia,
religião ou origem. Já o crime de racismo, previsto na Lei 7.716/89,
implica em conduta discriminatória dirigida a um determinado grupo ou
coletividade. Para exemplificar, se o jogador Francis fosse impedido de
entrar em campo por causa da sua raça, este sim seria enquadrado como
crime de racismo. De qualquer forma, é no mínimo curioso um
negro cometer injúria racial contra outro negro, como foi o caso
envolvendo as duas partes.
Por fim, o ponto principal: segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), em seu Art. 243-G, é muito claro (os grifos são meus):
Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante,
relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor,
idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:
PENA: suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta,
mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e
suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, se
praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código,
além de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais).
A comparação com o caso de injúria racial envolvendo a torcida do Grêmio e o goleiro Aranha, onde o clube foi punido com perda de pontos, é no mínimo irresponsável e equivocada. Segundo o § 1º do mesmo artigo do CNJD (os grifos e comentários em parênteses são meus):
Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva (que não é o caso do Avaí, já que apenas o atleta Antônio Carlos teria praticado a ofensa),
esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a
uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado
da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do
dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no
regulamento da competição, independentemente do resultado da partida,
prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo
regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será
excluída da competição, torneio ou equivalente.
Resumindo os fatos:
1. Racismo ou injúria racial está errado. É crime e os seus autores devem ser responsabilizados.
2. Caso as acusações de Francis sejam confirmadas, o pior cenário
para o Avaí seria o jogador Antônio Carlos pegar de 5 a 10 jogos de
suspensão.
3. Vale lembrar que como o jogador do Boa registrou um boletim de
ocorrência na delegacia, Antônio Carlos também poderá responder por
processo na justiça comum.
4. O Avai não corre risco de perder pontos ou ser excluído do
campeonato. O CBJD é muito claro e o caso do clube catarinense não pode
ser comparado ao caso do Grêmio. São infrações diferentes e estas, por
suas vez, possuem punições também diferentes.
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Vamos subir, João!
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Fábio Feijão
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sábado, 27 de setembro de 2014
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| Foto: Alceu Atherino / Avaí FC |
A tarde de hoje na Ressacada foi dedicada à homenagens ao torcedor avaiano João Grah, assassinado nesta semana, após emboscada realizada por uma torcida organizada do Marcílio Dias.
Os jogadores entraram vestindo branco, muitas faixas, balões e papéis
brancos foram espalhados pelas arquibancadas, foi realizado um minuto de
silêncio com os jogadores e trio de arbitragem de mãos dadas no círculo
central enquanto todo o estádio, de pé, aplaudia em homenagem ao
torcedor assassiando. O grito que ecoava pelas arquibancadas era "vamos subir, João", em alusão ao "vamos subir, Leão" que costumeiramente a torcida azzurra canta nas arquibancadas da Ressacada.
O jogo, contra o difícil adversário Boa Esporte Clube, que estava
invicto havia 7 jogos, foi marcado por dois tempos distintos: no
primeiro, domínio total para o Avaí. Muitas chances criadas e
desperdiçadas. O gol saiu em um pênalti marcado pelo capitão Marquinhos.
Já no segundo tempo, o Boa dominou o jogo, restando ao Avaí se defender
e sair no contra-ataque. E foi em um desses contra-ataques que Júlio César chutou, o zagueiro tirou em cima da linha, mas a bola bateu nas costas do goleiro do Boa e entrou. 2x0 e vitória avaiana decretada.
Com este resultado, o Avaí chegou a 12 jogos de invencibilidade
e coloca os pés na segunda posição, perdendo para a líder Ponte Preta
apenas nos gols pró (43 contra 39). Outro ponto que merece ser
destacado, é que agora temos 6 pontos de vantagem para o quinto
colocado, o Ceará. O Leão da Ilha volta aos gramados somente no próximo
sábado, mais uma vez na Ressacada, contra o Náutico, oitavo colocado.
Se as homenagens ao torcedor João Grah foram muito bonitas nas
arquibancadas e também antes do jogo ser realizado, os jogadores
avaianos fizeram questão de fazê-la também durante o jogo,
proporcionando uma bela vitória à todos nós que assim como o João, somos
apaixonados por este clube.
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O empate foi ruim. Mas foi bom
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Fábio Feijão
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
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Na noite desta terça-feira, o Avaí viajou até Curitiba para enfrentar o Paraná. Embora tenhamos deixado o time da casa empatar no finalzinho do jogo, no final das contas, foi um bom resultado para o Avaí.
Em um primeiro momento foi decepcionante
O Avaí vinha fazendo um bom jogo, com grandes chances no primeiro
tempo e mantendo a pressão no segundo. Tanto que acabou abrindo o placar
com Marquinhos.
Mas o Avaí parou depois do gol e principalmente após a entrada de Diego Jardel,
que fez uma de suas piores partidas com a camisa do Leão da Ilha:
errava todos os passes e simplesmente não marcava no meio de campo. Com
isso, somado à falta de ritmo de Julio César, o Avaí perdeu o domínio do meio de campo.
No finalzinho, o Paraná empatou e a partida terminou em 1x1 com gosto de derrota para o time de Santa Catarina.
Mas nem tudo deu errado
Com o empate, o Avaí chegou à incrível marca de onze partidas de invencibilidade,
o que sem dúvida dá uma moral para os jogadores. Outro fator
importantíssimo é que continuamos com uma gordurinha dentro do G4:
dependendo dos resultados, na pior das hipóteses o Avaí termina 3 pontos
à frente do quinto colocado.
Vale também lembrar que o JEC conseguiu empatar em casa com o América-MG, mesmo com os mineiros jogando com apenas 10 jogadores desde o final do primeiro tempo, desta forma não se desgarrando do Avaí.
E a cereja do bolo, é que teremos duas partidas seguidas em casa,
enquanto Vasco e JEC se enfrentam no Rio de Janeiro e Ponte e Ceará
duelam-se em São Paulo. Se fizermos nosso dever de casa e somarmos seis
pontos nos próximos dois jogos, estaremos bem demais na tabela de
classificação.
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Um excelente empate com nosso freguês Ceará
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Fábio Feijão
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sábado, 20 de setembro de 2014
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| Foto: Christian Alekson/CearaSC.com |
Perdemos a liderança, mas mantemos cinco pontos da quinta colocação.
O torcedor avaiano está mal acostumado. Eu por exemplo, esperava mais uma vitória do melhor visitante da Série B. Alías, até jogamos para vencer: no final do jogo, quando estava 2x2 e o Ceará, se aproveitando da velocidade de Lulinha que entrou no segundo tempo, estava com maior posse de bola, Geninho não quis saber de segurar o empate e subistituiu o lateral Marrone, que embora tenha feito um gol tem características mais defensivas e colocou o veloz Eltinho para tornar o Avaí ainda mais ofensivo.
O Ceará é nosso freguês. Segundo o site oficial do Avaí,
de acordo com o pesquisador e conselheiro do Leão da Ilha, Spyros
Diamantaras, Avaí e Ceará se enfrentaram 23 vezes na história. O Avaí
venceu 11 vezes, empatou sete e perdeu cinco. O Leão fez 33 gols na
equipe cearense e tomou 19. Mas mesmo assim, foi um resultado muito bom para o time de Santa Catarina, afinal, mantivemos cinco pontos de distância para o quinto colocado, que é o próprio Ceará e assim, ganhamos gordura no G4.
Outro ponto que merece ser destacado, é que com este resultado, o
Avaí completa 10 jogos sem saber o que é uma derrota. A última vez que
perdemos, foi no dia primeiro de agosto, para a Luverdense, na
Ressacada. De lá pra cá, foram 4 empates e 6 vitórias. Que continuemos assim!
A rodada só não foi totalmente perfeita, pois o JEC (que jogou no
sábado) fez o dever de casa e venceu o Atlético-GO por 2x0 no estádio da
prefeitura de Joinville.
Já para a próxima rodada, continuamos fora de casa. Desta vez,
enfrentaremos o Paraná em Curitiba. Jogo duro para o Leão da Ilha, mas
que temos plenas chances de trazer três pontos na bagagem.
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Para bom entendedor, meia palavra basta! #Líder
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Unknown
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
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Vitória com cheiro de Série A
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| Foto: Jamira Furlani / Avaí FC |
Avaí vence o Sampaio Corrêa nos acréscimos e se mantém na liderança da Série B.
Que jogo o torcedor avaiano assitiu esta noite na Ressacada. Ainda
estou rouco de tanto gritar. Antes do jogo, ainda comentei com alguns
amigos que aquele seria um jogo dificílimo, já que o Sampaio Corrêa
estava havia 6 jogos sem saber o que é perder neste campeonato e que se o
Avaí conseguisse a vitória, ninguém mais iria nos segurar.
A postura do time avaiano me agradou: diferente do que aconteceu contra o Vila Nova,
o time da capital de Santa Catarina veio mais disposto, jogando com
vontade e garra. Mas em contrapartida, o Sampaio também se mostrou com
muito mais qualidade do que o Vila e com isso, tivemos um jogo com muito
mais qualidade - e principalmente emoções - ao torcedor.
Abrimos o placar em uma bela jogada de Paulo Sérgio
(que fez uma das suas melhores partidas com a camisa do Avaí) e depois, o
Sampaio virou com o melhor jogador deles, o endiabrado Pimentinha. Mas aí, Marquinhos
voltou a ser o Marquinhos que tanto queremos e resolveu a partida: um
golaço de falta e outro gol de pé esquerdo, nos acréscimos, para delírio
da torcida avaiana que ainda está devendo nas arquibancadas (apenas
6.932 torcedores compareceram à Ressacada).
Com esta vitória, o Avaí se consolida na primeira colocação da Série
B, seguido de perto pelo Joinville, que venceu fora de casa o Náutico
por 2x1.
Não podemos esquecer de Geninho, o cara que mudou o Avaí
Quando Geninho assumiu o Leão da Ilha, estávamos tímidos, apenas na
décima posição da tabela. De lá pra cá, foram 13 jogos sob o comando
dele, onde o Avaí conquistou 9 vitórias, 3 empates e 1 derrota, o que
nos dá um aproveitamento espetacular de 77% e a primeira colocação da
competição.
Se o Avaí conseguir a difícil façanha de continuar com este
aproveitamento, o título de campeão Brasileiro da Série B 2014 é nosso. Mas deixa apenas nós torcedores pensarmos assim. Para os jogadores, pés no chão!
E agora, vamos para o nosso território favorito: fora de casa
Já nesta sexta-feira, o Avaí viaja até Fortaleza, onde enfrenta o
quinto colocado, o Ceará. É um jogo dificílimo para o Avaí, mas vamos
continuar apostando na lógica não tão lógica do Leão da Ilha e no excelente aproveitamento fora de casa de 69,7%, o que nos dá o título de melhor visitante da competição.
A vitória seria excelente, mas trazer um pontinho na bagagem já seria
excelente para este time que anda se superando à cada jogo.
Vamo vamo Avaê!
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Terça todos os caminhos levam à Ressacada!
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Unknown
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014
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Foram 4 torcidas adversárias. Mas o líder é o Avaí
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Fábio Feijão
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domingo, 14 de setembro de 2014
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| Teve até cordão de isolamento entre as torcidas organizadas do Vila Nova Foto: Fábio Trierveiler |
Não adiantou secar. Vencemos por 2x1 o lanterna Vila Nova.
Assim que cheguei à Ressacada para ver o meu Avaí contra o lanterna
Vila Nova, me chamou atenção o cordão de isolamento entre as torcidas do
time visitante. Aí veio a informação que as organizadas Sangue e
Esquadrão, mesmo sendo do mesmo time, são rivais. Já não bastasse esse
absurdo, eis que vem a informação que a União Tricolor, torcida do
Joinville, é aliada da Sangue e por isso estava misturada na mesma. E
que a Gaviões Alvinegros, maior organizada do Figueirense, estava na
arquibancada junto com a sua aliada, a Esquadrão. E o detalhe é que a
torcida do Figueirense e do Joinville também não são exatamente "amigas"
entre si.
Pois bem. Deixando de lado este fato curioso, vamos ao jogo. O
primeiro tempo me causou arrepios. O Avaí entrou em campo sem vontade.
Os jogadores corriam para não chegar na bola. Faltou gana, faltou garra.
Me lembrou muito aquele Avaí que tirava o pé da bola na reta final da
Série B do ano passado. Era tudo que eu não queria ver, após as notícias
de salários atrasados e greve de entevistas dos jogadores avaianos.
Mas nos vestiários, parece que Geninho leu o meu tweet
e fez com que os jogadores entrassem no segundo tempo com aquele
"sangue nos olhos" que queremos ver. E não demorou muito para que o Avaí
abrisse o placar: após belíssima jogada de Anderson Lopes, um dos melhores em campo, Marquinhos fez o seu primeiro na Série B. O Vila Nova até chegou a empatar, mas mais uma vez, o fenômeno Diego Felipe,
o volante-artilheiro do clube com 9 gols e quarto no geral do
Brasileiro, deixou o seu de cabeça após cobrança de escanteio do capitão
Marquinhos, dando números finais à partida.
O desabafo de Marquinhos
O galego aliás, deu uma boa entrevista no final do jogo, quebrando momentaneamente a lei do silêncio dos atletas. Dentre outras coisas, falou que o fato de não concetrarem é para poupar dinheiro do clube. Achei uma boa atitude, mas porque a diretoria não veio à público dar essa informação na semana passada ao invés de dar margem à especulações?
Marquinhos também falou sobre o não-acesso de 2013 e disse que, ao contrário do que vi com meus olhos nos jogos finais daquele ano,
os jogadores continuaram com o mesmo empenho dentro de campo. Mas
também explicou as dificuldades financeiras e que segundo ele, este
grupo de 2014 está fechado para o acesso, independente das questões
financeiras. A torcida azzurra torce para que isso de fato ocorra,
afinal, repetir a decepção de 2013 será um golpe forte demais para a
maior torcida de Santa Catarina. Jogadores: joguem e vençam. Aí, sempre estaremos ao lado de vocês.
Quebra de tabu e liderança da Série B 2014
O Avaí não jogou bem, mas tirou o peso de estar à mais de um mês sem
vencer na Ressacada, quando no dia 12 de agosto derrotou o América-MG
por 2x0 e além disso, ultrapassou o Joinville e assumiu o topo da tabela
do Campeonato Brasileiro da Série B.
E no final, as quatro torcidas que foram à Ressacada torcer contra o maior de Santa Catarina, tiveram que assistir, em silêncio, a festa do torcedor azzurra.
E no final, as quatro torcidas que foram à Ressacada torcer contra o maior de Santa Catarina, tiveram que assistir, em silêncio, a festa do torcedor azzurra.
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O "visitante indesejado" apronta mais uma
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Fábio Feijão
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014
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| Foto: Jamira Furlani / Avaí FC |
Assim como fizemos contra o Vasco da Gama em pleno São Januário, o Avaí aprontou novamente fora de casa. Desta vez, a vítima foi o Bragantino, atropelado com um sonoro 4x1 em seus domínios.
O Leão da Ilha manteve o seu futebol de sempre, sem ser brilhante, sem
ter craques, mas seguindo à risca as orientações táticas do professor
Geninho e mostrando um físico invejável, graças ao empenho da comissão
técnica, em um trabalho iniciado pelo auxiliar técnico Ridênio Borges, ainda em junho deste ano.
Parece que a lógica não tão lógica do Avaí
é essa mesmo: só sabemos jogar fora da Ressacada. Geninho sempre afirma
nas entrevistas que o Avaí propõe o mesmo futebol tanto nos jogos fora
de casa como dentro de casa. Isso, aliado à falta de um camisa 9 de
qualidade, o popular "matador", ajuda a explicar o fenomenal
aproveitamento de 69,7% longe da Ressacada: nos jogos fora de casa, é
natural que o time mandante proponha o jogo, indo ao ataque. Isso faz
com que o Avaí jogue nos contra-ataques, na base da velocidade, do
físico dos atletas e do coletivo. Já nos jogos em casa, quando os times
que visitam a Ressacada costumam se fechar, o Avaí acaba precisando do
oportunismo, da precisão e da qualidade do matador e este, hoje o time
Azzurra não tem.
A diretoria deve salários aos jogadores. E estes devem ao torcedor o acesso de 2013.
Para que os bons ventos continuem à soprar à favor do time da capital
de Santa Catarina, a diretoria também precisa se esforçar ainda mais e
buscar receitas para pagar os jogadores que estão com salários
atrasados. Os Chineses ainda não pagaram e a diretoria diz que caso isto
não ocorra até hoje, teríamos um plano B para quitar as dívidas.
Os jogadores, ao contrário do que fizeram em 2013 quando entregaram um acesso fácil à Série A, estão honrando a camisa avaiana e se superando à cada jogo. Merecem um voto de confiança da diretoria e também do torcedor, que agora, mais do que nunca, não tem desculpas para deixar de lotar as arquibancas do mais belo estádio de Santa Catarina. Contra o Vila Nova, rumo à liderança da Série B, sábado, 13/9, às 21h, todos os caminhos levam à Ressacada.
Os jogadores, ao contrário do que fizeram em 2013 quando entregaram um acesso fácil à Série A, estão honrando a camisa avaiana e se superando à cada jogo. Merecem um voto de confiança da diretoria e também do torcedor, que agora, mais do que nunca, não tem desculpas para deixar de lotar as arquibancas do mais belo estádio de Santa Catarina. Contra o Vila Nova, rumo à liderança da Série B, sábado, 13/9, às 21h, todos os caminhos levam à Ressacada.
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Bragantino 1 x 4 Avaí
Mais um jogo fora de casa em que o Avaí demonstra que progrediu muito no campo defensivo e se aproveita cirurgicamente das falhas do adversário para golear e se consolidar como o visitante maldito desta série B. A bola da vez foi o Bragantino que, inocentemente, fez o jogo preferido do Leão: Foi para cima e tomou bucha no contra-ataque.
Teremos agora duas partidas seguidas em casa e com os adversários diretos jogando duas seguidas fora - JEC, Vasco e Ceará -. Entretanto isso preocupa a torcida, dado o nosso retrospecto dos últimos jogos na Ressacada, cujos pontos perdidos insistem em não autorizar ainda que acreditemos em mais um sonhado título brasileiro.
Que a hora de começar a vencer também em casa chegue nessas duas oportunidades de nos tornarmos o líder dessa série B de uma vez.
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