Sávio, Romário e Edmundo

Num passado não muito distante, mais precisamente em 1995, o Flamengo havia contratado o "melhor ataque do mundo".
Quando anunciou para a imprensa que os três craques Sávio, Romário e Edmundo jogariam juntos, a torcida rubro-negra entrou em êxtase enquanto os adversários roíam até os dedos de tanto medo.
No final das contas, principalmente pelo ego gigantesco dos três atletas, a tríplice acabou virando chacota e foi desfeita logo em seguida, sem resultados positivos para o clube.
Já em 2013, no início do ano a imprensa avisava sobre a possibilidade do Avaí montar o meio de campo dos sonhos. Quando confirmada a vinda de Cléber Santana, Marquinhos Santos e Eduardo Costa, a torcida avaiana comemorou a "conquista" e os adversários, naturalmente, reconheceram que neste ano, o candidato à melhor de SC seria o time do sul da ilha. Não precisava ser grande entendedor de futebol para saber que qualquer time gostaria de contar com os três jogadores juntos.
Mas hoje, vemos o Avaí Futebol Clube mostrando um futebol sem vontade e caindo pelas tabelas. A Série C se torna mais real do que a Série A ou até mesmo a permanência na Série B.
Mas será que novamente esse tal de "ego" está acabando com o leão da ilha, assim como acabou com o Flamengo naquela época?
Não. Desta vez, a diretoria avaiana conseguiu superar a diretoria rubro-negra daquele ano: montaram sim o melhor meio de campo da Série B, mas esqueceram que um time também se faz com um bom ataque e uma boa defesa. Afinal, do que adianta um meio de qualidade, se nosso ataque não sabe fazer gols e nossa zaga não consegue bloquear os adversários? São os mesmo problemas de 2012 e até agora, ninguém teve competência para resolver.
É torcedor avaiano. Zunino queria encerrar seu mandato na Série A, mas por causa deste erro primário, ele ficará feliz se não deixar o clube na Série C.
E daqui à 10 anos, será conhecido como "o presidente que conseguiu a proeza de não subir com CS88 e M10 no mesmo time".

2 comentários:

Serjão disse...

A alma de um time é seu meio campo. Quanto o meio campo não produz, é relapso e sonolento, sobra para zaga e o ataque não sendo alimentado não faz magica. Nem acho que seja ego e sim fim de carreira mesmo.

Fábio Feijão disse...

Serjão,

Não acho que seja ego nem fim de carreira. É uma mistura de time mal montado (focaram apenas no meio e esqueceram o resto) com um esquema tático equivocado.

Abraços!

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